domingo, 31 de outubro de 2010

O Sino

O sino toca
Bons...
Tons...
E o catequético choca-se
Com as novas roupas nórdicas de raiom,
Cores vivas e pulsantes alocam-se
Enquadradas psicodelicamente no patético marrom.

Isso sino, toque o som,
Soe o hino fabuloso de Hebron,
Consuma-me como faz aos tolos,
Esses vermes implorando seu consolo.
Mal sabem que o sabor ludibriante
Longinquamente amável do batom
É apenas o cessar de um processo estafante,
Onde a temida Dona Morte tem a tarefa desgastante
De trazer-me porções de sorte como intimo garçom.

Doses estúpidas de irrealidade,
No entanto os radicais livres
Comportam-se como dizem nos livros.
A vida na pseudo-liberdade
Torna-nos frágeis como vidros
Ocultando a verdade.


Todos os direitos reservados, caso queira publicar este poema favor comunicar anteriormente ao autor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário